domingo, 24 de novembro de 2013

Aonde está você ?

Ele entrou em você, sugou toda sua energia e te deixou ali, jogada.. em prantos. Tudo isso começou com apenas uma troca de olhares,  um beijo, uma noite. Tudo por um deslize que você já estava disposta a não cometer nunca mais. Sei que ele esperava gritos, lágrimas e espanto... Agora olha só como você retribuiu, apenas com um singelo sorriso. E ainda assim tenho medo de como você se encontra agora.

Assustador não é mesmo ?

Não sei o que está passando em sua mente, não consigo te decifrar. Você já não é mais a mesma pessoa transparente, já não sei como lidar com sua ausência. Onde posso te encontrar?
Mais uma vez lembro de seus olhos, espantados e ingênuos, você já não sabia assimilar o que estava acontecendo. Choro.. choro por você, por sua falta.

É assustador não é mesmo ?

Você apareceu, rasgada, maltratada e machucada.
Só me pergunto como consigo te descrever  de tal forma, mas não consigo  te ver.

sábado, 16 de novembro de 2013

não tema

Das correntes que te prendiam, façam virar pó.
Dos medos que aprisionavam, acrescente na coragem.
Das lágrimas já derramadas, forme um grande lago.
Do lago formado, cultive a vida.

Das tristezas que sentira, leve como aprendizado.
Das dúvidas que surgira, transforme-as em ação.
Dos gritos engolidos, devolva em muralhas.
Das muralhas feitas, use como escudo.

Da força que guardou, mostre que és forte.
Do amor que apanhou, receba o carinho.
Da trilha longa que caminhou, corra com o mais veloz carro que tiver.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Overdose

Logo cedo, uma mistura de cheiros se apresentou.
Dentre eles, veio o seu.
Que abriu portas para a saudade.
E se misturou com a vontade, de te ter de volta no meu caminho.
E foi assim o dia todo, uma overdose de você.
Mas algo chegou, e quebrou esse cotidiano de amor mal resolvido.
Uma brisa, que fez tudo voar e se libertar.
Inclusive você.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Mistura

O problema é ter medo de perder ou deixar de fazer. Esse deve ser o meu problema. Não me sinto bem pensando que poderia ter feito melhor, que poderia ter dito palavras mais bonitas e montado textos mais produtivos. Não me sinto bem pensando no que poderia ter falado, qual abraço deveria ter apertado ou qual boca deveria ter beijado.

E aos poucos deixei de gostar de algumas pessoas, alguns lugares, algumas imagens. Deixei de querer as mesmas coisas, as mesmas atenções e até mesmo as mesmas carícias.

É estranho pensar no fato de que abandonei tanta coisa por querer algo inalcançável, mas que por um momento senti falta de tudo que deixei. É estranho pensar no meu arrependimento momentâneo, e desejar ao mesmo tempo o velho e o novo.

Essa mistura de desejos é o que me mata.. é o que está me matando.