Ao invés de me frustrar, apenas me divertia. Fuçava aqui, fuçava lá. Achei umas moedas que não havia valor algum, quer dizer, não para o mundo de hoje !
Sai correndo para o meu quarto, como se houvesse achado uma espécie de tesouro, olhei para os lados como se acabasse de sair de um roubo milimétricamente planejado. Fiz cara de quem não tinha nada, verifiquei se a porta estava fechada, não ela não estava, cadê esta chave ?
Corri, corri como se estivesse em uma corrida, deslizei pelo corredor, corri tanto que cheguei a sentir dor. Lá estava, minha mãe havia escondido a minha chave, mas como sempre, ela esconde muito mal !
Corri de volta, como se estivesse correndo atras do pote de ouro no fim do arco-iris; tranquei a porta, abri minha gaveta, tirei minhas roupas e finalmente peguei minha caixinha, sem contar nos meus lápis e meu álbum, o álbum dos sonhos.
Lá tinha de tudo, cada foto com sua fase, cada fase com seu momento e cada momento com um sentimento.
Eu colecionava de tudo ! Tudo mesmo !
Quando pequena ouvi minha mãe falar que minha vó era consumidora, eu não sabia o que isso significava só sabia que queria ser uma. Eu olhava para o quarto e as coisas caiam sobre mim, como se cada coisa ali tivesse vida.
Foi então que descidi aos meus 8 anos, que quero ser uma consumidora, alias não uma consumidora qualquer, mas uma consumidora de sonhos !
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