terça-feira, 16 de julho de 2013

Já é tarde..

A noite cai em minha cidade.
Luzes ofuscam as estrelas postas ali uma por uma.
É como se tudo o que existisse fosse montado a cada dia de uma forma diferente.
Olho o que há em minha volta.
Não consigo me satisfazer com que vejo.
Tudo que constroem apagam a beleza que é montada pela natureza todos os dias.
Eu respiro fundo..
Os ventos estão mais densos, não são os mesmos ventos em que enfeitaram minhas noites no passado.
Olho o chão de minha casa..
Não é o mesmo chão em que imagino nos meus sonhos.
Não tem grama, nem montanhas, nem flores, nem árvores.
Não tem a cantoria matinal dos pássaros, nem o céu limpo como em desenhos de quando era criança.
Não tem o silêncio da manhã em que deveria ser respeitado, nem o barulho frenético das noites no campo.
Ah...
Tem pessoas, alias aquilo são pessoas ?
Pra mim, mais parecem protótipos vindos de uma fábrica onde exigem total objetividade.
Não respiram mais do que é permitido, não aprendem mais do que é pedido.
Não piscam, não amam, não vivem.
Vejo animais na rua, alias restos de animais..
Porque a fábrica de humanos como havia dito, não permitem amor a animais.
São jogados como lixo por entre ruas escuras e abandonadas.
São recebidas em casas, são amadas por instantes e logo jogadas ao vento.
É época de Natal..
Não vejo mais famílias, nem casas enfeitadas.
Não vejo milhares de carros parados na rua quando é ano novo.
Não vejo nem se quer as crianças pedindo doces no primeiro dia de mais um ano novo como de costume.
É estranho não ?
É tudo diferente da vida em que está acomodado ?

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