Tudo começou quando sai do útero da minha mãe. Pedi para meus pulmões funcionarem, chorei pela dor e desconforto que estava sentindo. Logo em seguida chorei para me entenderem, entenderem que eu estava com fome!
Abri os olhos para ver o mundo, pedi pela primeira coisa que eu vi, pedi para cessar a dor que estava sentindo por causa dos meus dentinhos, pedi para andar, pedi para alcançar.
Depois vieram os brinquedos, que não eram bonecas, mas algo que realmente era legal. Ao entrar em uma loja de brinquedos meus olhos brilhavam e eu.. queria tudo o que tinha ali. Sai chorando, por não poder comprar duas coisas ao invéz de uma só. E além disso tive que ouvir minha mãe dizer que nunca mais me levará em uma.
Depois vieram os lanches, lanches com pequenos brindes.. minha vontade era colecionar e não comer, pena que pude ir poucas vezes e não deu para colecionar.
Depois vieram os materiais escolares, entrar em uma loja onde só havia cadernos legais era minha diversão, só que eu só usava um caderno por ano..
Depois vieram as roupas, mas que fase horrível, queria tudo o que tinha ali, porém não poderia sair com absolutamente nada. E assim foi, passaram por maquiagem, anéis, esmaltes, carrinhos, adesivos, chaveiros e especialmente livros...
Até que então eu descobri um prazer maior, é o prazer do querer. Por toda minha vida eu quis, quis algo que não pude, chorei por isso. Quis um abraço, um beijo, um sorriso, um carinho, um recado, um consolo, um conforto.. Chorei por tudo isso também.
Aprendi que não é por que quero, que eu irei ter. Mas que saco, essa frase clichê de "querer não é poder".
Cada um tem o seu prazer, porém todos tem um em comum.. o prazer do querer.
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